QUEM CRIOU A TESE DE ALIENAÇÃO PARENTAL - Pontos de vista do Dr. Richard Gardner

Pontos de vista do Dr. Richard Gardner sobre pedofilia e abuso sexual infantil (fontes científicas)

Teorias de alienação parental, implantação de falsas memórias...como foi desenvolvido tudo isto? Qual a credibilidade real? Richard A. Gardn...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Lei expõe crianças a abuso

O criador do conceito de alienação parental, acima de ser um médico, era um autêntico MONSTRO. Infelizmente, mesmo tendo feito à humanidade p favor de se suicidar, em 2003, deixou o legado de horror utilizado por alguns legi$ladore$ que não se importam em tornar as vidas das crianças atingidas um verdadeiro inferno.
"(...)A síndrome por trás da lei
A Lei 12.318 baseia-se no conceito de síndrome de alienação parental (SAP), criado pelo psiquiatra norte-americano Richard Gardner, em meados da década de 1980. Segundo Gardner, a síndrome se instalaria em crianças, geralmente durante ou após processos de separação conflituosa, provocada por campanhas de difamação promovidas por um dos cônjuges, normalmente a mãe, que se tornaria a “alienadora”.
Entre os vários expedientes utilizados para prejudicar a imagem do ex-companheiro, estariam as falsas acusações de abuso sexual e a implantação de memórias nos filhos por meio de lavagens cerebrais. Como consequência, eles desenvolveriam ódio crescente pelo genitor “alienado” até que finalmente se juntariam à campanha de difamação. A SAP causaria distúrbios mentais de ordem variada nas crianças, que nunca se recuperariam do trauma.
Além de elaborar a teoria da síndrome, o psiquiatra norte-americano ofereceu um conjunto de ferramentas para combatê-la: a “terapia da ameaça”. O método propõe tratamentos psicoterápicos impostos pela Justiça para o alienador, suspensão do sigilo entre paciente e psicólogo e livre acesso do juiz aos dados do tratamento. Prevê punições como inversão de guarda, privação total de contato entre o genitor “alienador” e a criança e encarceramento.
O conceito da SAP logo se espalhou pelos tribunais, principalmente da Europa e das Américas. O médico norte-americano fez carreira como psiquiatra forense, tendo atuado em mais de 400 casos de divórcio litigioso. O que leva à primeira crítica à sua teoria: ele teria criado a SAP para figurar como arma de defesa nos processos em que trabalhava.
“Este médico fez sua carreira profissional defendendo indivíduos acusados de abuso sexual de crianças e criou esta teoria da síndrome da alienação parental, que nunca foi reconhecida pela comunidade acadêmica e pela ciência, para defender seus clientes”, afirmou à Pública a ministra do Tribunal Constitucional de Portugal (equivalente ao nosso Supremo) Maria Clara Sottomayor, que esteve no Brasil a convite do Judiciário catarinense para falar sobre o tema.
De fato, o rigor de suas pesquisas foi duramente questionado por instituições e profissionais de saúde mental. A Associação Americana de Psicologia, por exemplo, afirmou que “não há evidência na literatura psicológica de uma síndrome de alienação parental diagnosticável”. A Associação Espanhola de Neuropsiquiatria foi além. “Acreditamos que o sucesso do termo SAP no campo judicial se deve ao fato de possibilitar uma resposta simples (e simplista) a um grave problema que preocupa e satura os juizados de família, fornecendo argumentos pseudopsicológicos e pseudocientíficos”. As declarações estão citadas no estudo “Síndrome da alienação parental, uma iníqua falácia”, conduzido pela advogada Cláudia Galiberne Ferreira e pelo juiz Romano José Enzweiler, a partir de uma extensa pesquisa realizada por eles no Brasil e no mundo.
Além disso, apesar de uma intensa campanha dos apoiadores de Gardner, a síndrome da alienação parental não foi incluída na quinta edição do Manual de diagnóstico e estatística dos transtornos mentais (DSM-5) – que lista todos os distúrbios mentais já identificados.
As críticas ao criador da SAP, que se suicidou em 2003, miram também afirmações polêmicas, feitas em sua obra seminal, True and false accusations of child sex abuse (Verdadeiras e falsas acusações de abuso sexual infantil, numa tradução livre). “Nós estamos vivendo tempos perigosos. A histeria do abuso sexual é onipresente”, escreveu Gardner já na introdução do livro lançado em 1992 – um catatau de quase 700 páginas publicado pelo próprio autor, como todas as suas obras. Mais adiante, sob o intertítulo “Incrementando a autoestima”, o autor afirmou que os pais pedófilos “precisam ser ajudados a entender que a pedofilia tem sido considerada normal pela vasta maioria dos indivíduos na história do mundo”.
Para o autor, os que sofrem do distúrbio devem “aprender a se controlar se quiserem se proteger das punições draconianas que, na nossa sociedade, se impõem sobre aqueles que agem por seus impulsos pedófilos”. Reações que, por si sós, causariam problemas: “É porque nossa sociedade reage de forma exagerada a isso [pedofilia] que as crianças sofrem”, escreveu."


Reportagem completa em:
http://apublica.org/2017/01/lei-expoe-criancas-a-abuso/


Leia e divulgue até libertarmos nossas crianças!!

sábado, 21 de janeiro de 2017

A Falácia da Alienação Parental: Chacina em Campinas: Alienação Parental é a nova a...

A Falácia da Alienação Parental: Chacina em Campinas: Alienação Parental é a nova a...: Quando se trata de tragédias envolvendo conflitos de pais disputando a guarda dos filhos, é comum surgir a acusação de "alienação ...

"Diga NÃO ao Projeto de Lei 4488/2016 que legaliza a VIOLÊNCIA contra as CRIANÇAS e as MÃES"

"Trabalho há 43 anos com crianças e adolescentes, no começo em instituições, a ABRAPIA foi uma delas, que me ensinou sobre a proteção da criança, sobre a dinâmica do abuso sexual. Hoje, acrescentei um enorme grupo de Sobreviventes do Abuso Sexual Intrafamiliar, que atendo no meu trabalho diário. Sei da dor na alma, permanente, das sequelas irreparáveis. Esta é a perversão de inteligentes. Eles, os pedófilos, se escondem embaixo do nosso nariz, manipulam a Justiça, se vitimizam, mas se dizem sempre acima de qualquer suspeita. Impunes absolutos. São 2.000 mães hoje, segundo uma única fonte, que perderam a guarda de seus filhos pequenos, e foram afastadas por terem buscado cumprir o dever de proteger. A privação materna para crianças tão pequenas é uma violação dos direitos fundamentais da criança, direito à integridade física, psicológica, à vida e à saúde. É obrigatória a dednúncia de maus-tratos, negligência e abuso sexual, pela mãe, avó, professora, médico, por qualquer pessoa. Este crime hediondo, praticado por psicopatas, tem que ser investigado pela Polícia Federal. Com esta lei promulgada, a 4488/2016, quem denunciar e não provar, serviço que não é do denunciante, será condenado a prisão de 3 meses a 3 anos. O crime contra a criança está sendo invertido, baseado numa teoria inventada por um pedófilo, Richard Gardner, que era a favor do incesto. A "mágica da pandemia de alienação parental", a acusação que é feita à mãe por buscar proteção para seu filho/a, está promovendo uma tragédia. Mães que perdem tudo, crianças que, criadas no mar da transgressão, como escravos sexuais, serão incapazes para o exercício da cidadania. A perspectiva da criminalização da invenção de um pedófilo, trará mais traumas, mais sequelas incapacitantes para milhares de crianças, e logo se tornará a lei da mordaça.
Precisamos revogar a Lei da Alienação Parental, conceito criado por um pedófilo, que  tem servido para encobrir agressores e abusadores sexuais.
Com esta lei da Alienação Parental milhares de crianças estão afastadas de suas mães, que estão injustamente proibidas de conviver e até de ver seus filhos há meses e anos. E, se este Projeto de Lei 4488/2016 for aprovado, teremos uma tragédia continuada, com mães, avós. professoras e médicos presos por cumprirem a lei da denúncia dos crimes de abuso sexual.    "
(Dra. Ana Iencarelli, Psicanalista, formada há 40 anos, Pós-graduada pela Sorbonne, Diplomada pela International Psychoanalytical Association, Presidente da extinta ABRAPIA em suas duas últimas gestões. Psicanalista Clínica, especializada no atendimento de Crianças e Adolescentes. Associada ao IBDFAM, Instituto de Direito de Família, Agente de Cidadania pelo Instituto de Cultura e Cidadania A Voz do Cidadão, defendendo a instalação de Salas de "Depoimento Sem Dano", a Escuta Especial de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. Co-autora dos livros: "Cuidado e Vulnerabilidade",2009, "Vida, Morte e Dignidade Humana" 2010, e "Cuidado e Responsabilidade", 2011. Autora do livro: "Abuso Sexual, uma tatuagem na alma de meninos e meninas", 2013.)
Para assinar e divulgar:

https://www.change.org/p/senadores-e-operadores-de-justi%C3%A7a-diga-n%C3%A3o-ao-projeto-de-lei-4488-2016-que-legaliza-a-viol%C3%AAncia-contra-as-crian%C3%A7as-e-as-m%C3%A3es

segunda-feira, 25 de julho de 2016

"Silêncio é fortaleza"...os maiores crimes contra a humanidade cometidos através de alguns discursos de dignidade e proteção + silêncio + impunidade

"A Colônia Dignidade é uma mancha na história chilena, uma comunidade agrária de alemães fundada por um ex-militar nazista; uma seita que, durante décadas, mediante isolamento e doutrinação, criou "robôs" humanos; um local onde se abusou sexualmente de dezenas de adolescentes e crianças e em cujo hospital se administraram psicofármacos ilegais e choques.
Finalmente, foi um centro clandestino de detenção e tortura após o golpe do general Augusto Pinochet contra o presidente socialista Salvador Allende em 1973.
Tudo isso era a Sociedade Beneficente e Educacional Dignidade, criada perto de Parral, a 350 km ao sul de Santiago, por um personagem sinistro, já morto: Paul Schäfer, ou "O Professor", médico das Forças Armadas alemãs durante a Segunda Guerra Mundial."


Texto completo em:
http://www.bbc.com/portuguese/internacional-36882123?ocid

domingo, 10 de julho de 2016

Opinião - Combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes

Estatísticas reais, conseqüências do abuso infantil, e enquanto isto abusadores e agressores abrigando-se na lei de alienação parental para perpetuar seu reinado de terror. "50 a 80% das denúncias nos tribunais são falsas"? Como, todos os pedófilos nos índices abaixo não possuem crianças em suas famílias, ou só"mexem" com outras? Acorda, Brasil, não condene gerações a essa tortura!!


"Opinião - Combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes
Ed Thomas*

A Lei Federal n° 9.970/, de 17 de maio de 2000, assinada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, institui o dia 18 de maio como o "Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes".
A escolha dessa data refere-se ao fatídico dia 18 de maio de 1973, onde uma menina de oito anos foi sequestrada, violentada e cruelmente assassinada no Espírito Santo. O cadáver apareceu seis dias depois, carbonizado.
A pedofilia é um crime hediondo e afligi a humanidade há muitos anos, mas, em decorrência dos assustadores índices de agressões sexuais de adultos contra crianças e adolescentes torna-se centro de estudo das ciências jurídicas, sociais e da psicologia.
Dados apresentados pela Polícia Federal apontam que o Brasil possui o 4° lugar no consumo de pedofilia no mundo, 76% de todos os pedófilos estão no Brasil. O Centro de Estudos Sobre Tecnologia da Informação e da Comunicação " CETIC, mostrou que oito em cada 10 adolescentes brasileiros já estão nas redes sociais.
O Brasil é líder no número de portais com conteúdo pornográfico infantil. Dados da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) mostram que a cada oito minutos uma criança é vítima de abuso sexual. De um total de 60 mil casos analisados, 80% das vítimas são meninas com idade entre dois e 10 anos. Estes números revelam dois aspectos importantes destes crimes no país: a questão do gênero e da impunidade. As meninas sofrem mais abusos e os crimes, muitas vezes não são sequer denunciados.
Segundo informações do Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) dentre as diversas manifestações de violência contra crianças e adolescentes, as que ocorrem com mais assiduidade são o abuso sexual praticado por integrantes da própria família e a exploração sexual para fins comerciais (prostituição, pornografia e tráfico).
A Polícia Federal alerta que não há um perfil definido para identificar um possível pedófilo, podendo ser qualquer pessoa, por isso dá algumas dicas de orientação às crianças no uso das redes sociais: vetar informação em demasia e o acesso de desconhecidos a fotografias e outros dados pessoais; evitar colocar fotos com pessoas (grupo de amigos), carros (a placa localiza o endereço), casa (mostra onde a pessoa mora) " nem informações pessoais (telefones, endereços, CPF, etc); nunca incluir ou adicionar desconhecidos nos contatos ou perfil de amizade; os pais devem atrair a confiança dos filhos através do diálogo sem qualquer tipo de repressão para que no primeiro sinal de perigo a criança possa sentir-se a vontade e procurar a sua ajuda; a vida moderna exige que os pais tenham pelo menos conhecimento básico da internet; deixe o computador num local comum e visível da casa; se vetar alguma página explique as razões e os perigos da rede. Há tempo para tudo. Não permita altas horas de exposição na internet.
Além de crime e cruel violação dos direitos humanos, estes abusos provocam danos irreparáveis para o desenvolvimento físico, psíquico, social e moral das crianças e dos adolescentes alvos desta violência. Dependência de drogas, gravidez precoce e indesejada, distúrbios comportamentais e doenças sexualmente transmissíveis são as consequências mais comuns advindas deste tipo de agressão.
Não podemos nos esquecer de que não há dúvida de que os agentes pedofílicos constituem uma grande ameaça para a criança, sua família, para a sociedade e mesmo para o Estado, por isso todo ato que visa combater o silêncio, a impunidade dos agressores e desperte as famílias para redobrarem os cuidados com as crianças e os adolescentes devem ser por nós abraçados e divulgados.
*Ed Thomas é deputado estadual pelo PSB, membro efetivo das Comissões Parlamentares de Segurança Pública e Atividades Econômicas."
Fonte: http://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=364585

terça-feira, 21 de junho de 2016

“A “ESCALADA” DOS PAIS DE NANTES ESCONDE UM PROJETO DE LEI”


Do blog: https://milfwtf.wordpress.com/2016/06/20/frances-se-infiltra-no-masculinismo-para-denunciar-suas-taticas/


"Vejam a reportagem no Le Monde (livre tradução)
“A “ESCALADA” DOS PAIS DE NANTES ESCONDE UM PROJETO DE LEI”
Por Patric Jean, diretor e produtor do documentário “A dominação masculina”
Livre tradução: Ana Silva
Dois homens, separados de seus filhos pela justiça, ganharam as manchetes dos jornais locais essa semana, por escalarem guindastes em Nantes [França] e, um deles, por ter permanecido lá por todo fim de semana. Essa ação foi um golpe de mestre e ocorreu poucos dias depois de uma manifestação nacional planejada por uma associação de pais para “denunciar os excessos do poder judicial” na Justiça de família.
Por ocasião de um documentário (“A Dominação masculina”),  há muito tempo eu já vinha investigando associações de homens em Quebec [Canadá], onde o movimento masculinista é muito organizado e serve como inspiração para os ativistas europeus.
Para  uma melhor  abordagem , eu me fiz passar por um deles por alguns meses. O que acontece em Nantes está diretamente ligado a estes movimentos, assim como a um projeto de lei recente, sobre o qual pouco tem se falado.
O que se sabe sobre esses homens que escalaram o guindaste? O primeiro deles disse que não vê seu filho há dois anos e, portanto, o ato era uma manifestação de seu “desespero”. No entanto, soubemos que ele foi condenado a um ano e quatro meses de prisão, em setembro de 2012, por sequestrar seu filho. A violência havia sido exercida nesta ocasião e a criança foi encontrada em Ardèche [outro distrito da França], dois meses e meio mais tarde. Este homem foi, então, destituído de  sua autoridade parental, que era esperado.
O segundo pai, então, subiu noutro guindaste, e desceu algumas horas mais tarde, declarou à imprensa que “infelizmente, a justiça não é imparcial, que basta observar todos os números de crianças que moram e estão sob a guarda das mães, 80% das guardas de crianças são dadas para as mães ” . Atualmente, este homem é acusado pela sua ex-namorada de violência doméstica e abuso de crianças.
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Segunda pela manhã, foi possível ver o primeiro escalador com a sua grande bandeira em destaque, com três telefones celulares disponíveis para atender os repórteres e fazendo o  o “V” de “vitória” para as câmeras de televisão.
Esta situação estranhamente remete às ações organizadas por grupos de homens ingleses e de Quebec – “Pais por Justiça”- apenas há alguns anos antes. Mas a verdade é que, se a semelhança é tão impressionante, essas situações têm muita coisa em comum.
PELA RESTAURAÇÃO DOS VALORES PATRIARCAIS
Enquanto estive infiltrado nestes movimentos em Montreal [Canadá], eu pude ouvir com todos os detalhes as estratégias que esses militantes pelas causas do sexo masculino desejam estabelecer como metas internacionais. Desta forma, o caso do guindaste em Nantes não é apenas um momento de loucura de um único pai, mas uma extensa estratégia política que está apenas começando.
Mas, primeiramente, que é o masculinismo? Ele é, também, um movimento igualmente denominado como “anti-feminista”, que propõe a restauração dos valores patriarcais: a diferenciação radical dos sexos e do lugar do homem e da mulher em todos os níveis da sociedade; a supremacia dos homens sobre as mulheres na família , assim como nas lideranças em espaços urbanos; a defesa da manutenção do casal heterossexual como o único modelo de  união possível; a educação viril dos meninos e, portanto, a recusa de qualquer igualdade entre mulheres e homens. Eles negam a importância de fenômenos como a violência doméstica, o incesto e o estupro, o que, segundo eles, seriam invenções feministas daquelas que alguns deles chamam de “Feminazis” .
Eles consideram o avanço das lutas das mulheres e homossexuais por igualdade como a destruição de um modelo social ao qual precisamos retornar. O divórcio, muito mais frequentemente solicitado por mulheres, eles esperam que sejam endurecidas as condições para a sua obtenção. Sua luta é, portanto, em defesa do poder masculino ancestral em todos os níveis da sociedade.
 Foi em nome dessas idéias retrógradas que um jovem matou catorze estudantes de uma escola Politécnica de Montreal, em 06 de dezembro de 1989, afirmando que essas pessoas estavam roubando os lugares dos homens na escola. O assassino, então, se tornou o herói dos masculinistas mais “desacanhados” .
AS ESTRATÉGIAS PARA A REALIZAÇÃO DE SUAS IDEIAS
Os masculinistas, de maneira confidencial, compartilharam comigo as várias estratégias postas em prática, especialmente em Quebec, para promover suas ideias. Mas, ao analisar seus próprios fracassos, eles também me falaram sobre os conselhos oferecidos pelos adeptos do masculinismo na França, Bélgica, Suiça, Espanha… Suas estratégias consistem em basear suas declarações sobre a situação dos pais com base em dois argumentos.
O primeiro desses argumentos consiste em  denunciar , de maneira obsessiva, a ideia de que há um conluio entre juízes, meios de comunicação e instituições políticas para expulsar os pais da vida de seus filhos.
O argumento apresentado por um dos homens de Nantes é exatamente expresso por uma sentença que ecoou entre os homens de Quebec durante anos: “80% das crianças são confiadas pela Justiça principalmente para mães”. Eles se esquecem de dizer, no entanto, que, em 80% casos, os próprios pais [homens] desejam que seja assim. Um fim de semana a cada 15 dias e a metade das férias são o suficiente para eles, e isso nunca foi um problema pra eles – é até bastante normal em uma sociedade onde as mulheres ainda ocupam 80% das tarefas familiares e domésticas. As ações de divulgação empreendidas pelos masculinistas, portanto, são projetadas para atrair a atenção da mídia acerca de estatísticas tendenciosas e que a mídia raramente se dá ao trabalho de verificar.
O segundo argumento é uma invenção de um masculinista defensor da pedofilia, Richard Gardner: a “Síndrome de Alienação Parental” ou “SAP” . Além do aspecto repugnante de seu inventor, só o que se pode dizer sobre a síndrome, é que, de síndrome, ela não tem nada, uma vez que nenhuma faculdade de medicina ou psicologia no mundo , nenhuma instituição, nunca reconheceu este conceito como válido.
Esta é a ideia de que, em um divórcio, a mulher (ou homem, mas masculinistas irão, obviamente, se voltar contra as mulheres) tenderiam a desqualificar a imagem do pai de seus filhos com o objetivo de afastá-lo deles. Os pais seriam, portanto, essas centenas de milhares de pessoas privadas pelas mulheres da convivência com seus filhos graças à incapacidade da justiça em reconhecer essa pseudo-síndrome.
Essa pretensa “síndrome”, serve como um escudo de proteção para homens acusados de violência doméstica ou de abuso sexual contra crianças. A acusação feita pelas vítimas se converte em uma “falsa alegação”, uma evidência de que elas [as mães] querem desenvolver [nas crianças] uma síndrome que culminará na rejeição pelos pais, e pela qual eles acabarão por ser [injustamente] condenados – inversão de fatos que vemos acontecer cada vez mais frequentemente. Isso é como um livre passaporte para estupradores e homens violentos, uma arma de destruição em massa entregue nas mãos de alguns advogados.
Que existem separações difíceis e infelizes, isso não pode ser contestado. A separação de casais com filhos muitas vezes provoca graves feridas. Mas imaginar que haveria uma situação sistêmica de exclusão de pais da vida das crianças promovida por mães a ponto de se caracterizar uma síndrome, isso é uma invenção. Mas alguns homens, acostumados à ideia de que a violência doméstica é considerada um assunto privado e o incesto como um assunto que não deve ser problematizado, não admitem o fato de que uma mulher possa denunciar ou  prestar queixa sobre esses abusos. Qualquer avanço nesse sentido é tido por eles como uma traição.
Eu mesmo já ouvi suficientemente esses homens falarem sobre pedofilia para poder testemunhar o fato de que ela é tida por muitos deles como um desejo masculino que não deve ser contido. Um pai incestuoso e posteriormente condenado e encarcerado por alguns anos na prisão é apoiado e considerado por eles um herói de sua luta política.
A VONTADE DE MUDAR AS LEIS
As instruções dadas pelos grupos masculinistas a seus amigos europeus foram seguidas à risca durante a semana da escalada do guindaste, em Nantes. A escalada dos guindastes é uma reprodução do caso das pontes, em Montreal: o mesmo “V” para a “vitória”, a mesma quantidade de telefones celulares para falar com a imprensa, o mesmo evento organizado no decorrer da semana para atrair a atenção da mídia e, finalmente, a mesma vontade de alterar as leis.
Esses casos são realmente sobre o desejo dos masculinistas de mudar as leis. Um projeto de lei foi apresentado em 24 de outubro de 2012 para tornar obrigatória a residência alternada [guarda compartilhada], o que tornará mais difícil atender as necessidades das mulheres separadas com filhos. Este projeto de lei propõe seis alterações ao código civil e ao código penal e traz pra dentro das leis a [falsa] síndrome de alienação parental.
E eles não estão em sua primeira tentativa, uma vez que vários projetos de lei já foram apresentados na França, resultantes de um esforço em massa de associações de lobby masculinistas desse país.
– 18 de março de 2009, o projeto de lei 1531 para determinar a guarda compartilhada como a solução preferencial em caso de separação.
– Em 3 de junho de 2009, o projecto de lei  1710 para lutar contra todos os tipo de manipulações de responsáveis contra seus filhos, incluindo a Síndrome de Alienação Parental (SAP), e todo tipo de descrédito de um progenitor contra o outro.
– 18 de outubro de 2011, com a proposta de lei 3834. (aperfeiçoamento dos dois projetos de lei anteriores).
– E, assim, em 24 de Outubro de 2012, o projeto de lei 309 para fazer da guarda compartilhada obrigatória e forçá-la sob o argumento da SAP.
É importante lembrar que, em nosso país [França], os filhos só foram confiados às mães após a separação há menos de um século. Na verdade, até o início do XX, o pai tinha todos os direitos sobre seus filhos e, muitas vezes, os entregava a algum de seus parentes. Na França, até a lei de 1970, os filhos só diaziam respeito aos pais [homens]. Foi esta lei que instituiu o conceito de autoridade parental conjunta e compartilhada. A ideia de “pais” –  como indivíduos iguais em direitos perante a separação –  só susrgiria muito após a conquista do direito ao divórcio.
Mas, se 80% dos casais separados puderem decidir amigavelmente sobre a guarda de seus filhos, o que, na maioria das vezes, é o que desejam as mães, finalmente se revelará que uma em cada cinco mulheres sofre violência doméstica e uma em cada cinco crianças é vítima de abuso sexual, principalmente por parentes (Conselho da Europa ). Então, os masculinistas, negando toda essa violência e apelando para o retorno a uma situação em que o homem era o patriarca da família, desenvolveram uma teoria em que muitos deputados e senadores depositam fé ao defender suas propostas legislativas.
Alguns fracassos anteriores não impedirão a apresentação de novas propostas durante as próximas discussões sobre a família na Assembleia Nacional. Pode-se apostar, com segurança, que os escaladores Nantes e seus amigos vão, mais uma vez, apresentar suas propostas nos próximos meses.
Patric Jean, cinasta e produtor do documentario “A Dominação Masculina”
Fonte: http://www.lemonde.fr/idees/article/2013/02/18/l-escalade-des-peres-a-nantes-cache-une-proposition-de-loi_1834399_3232.html


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