QUEM CRIOU A TESE DE ALIENAÇÃO PARENTAL - Pontos de vista do Dr. Richard Gardner

Pontos de vista do Dr. Richard Gardner sobre pedofilia e abuso sexual infantil (fontes científicas)

Teorias de alienação parental, implantação de falsas memórias...como foi desenvolvido tudo isto? Qual a credibilidade real? Richard A. Gardn...

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sábado, 28 de maio de 2016

Carta em que Dylan Farrow acusa Woody Allen de agressão sexual

Em uma carta aberta, publicada em um blog do jornal New York Times, no sábado, Dylan Farrow, filha adotiva de Woody Allen, falou pela primeira vezsobre o crime pelo qual o diretor nunca foi condenado. Hoje com 28 anos, Dylan o acusa de ter abusado sexualmente dela quando era uma criança.

Leia a carta na íntegra:
"Qual o seu filme favorito de Woody Allen? Antes de responder, é bom que você saiba: quando eu tinha sete anos, Woody Allen me levava pela mão para o sótão da minha casa. Ele me mandava deitar de bruços e brincar com o trenzinho elétrico do meu irmão. E me atacava sexualmente. Ele falava comigo enquanto o fazia, susurrando que eu era uma menina boa e que aquele era o nosso segredo, me prometendo que iríamos a Paris para que eu estrelasse um dos seus filmes. Lembro-me de olhar para o trenzinho, prestando atenção em como ele se movia em círculos pelo sótão. Até hoje eu tenho dificuldades para olhar para trens de brinquedo.
Até onde posso me lembrar, meu pai fazia coisas das quais eu não gostava. Não gostava como de como ele frequentmente me afastava de minha mãe, parentes e amigos para ficar sozinha com ele. Não gostava quando ele colocava o dedão da mão na minha boca. Não gostava quando eu tinha que entrar debaixo dos lençóis enquanto ele estava apenas de cuecas. Não gostava quando ele colocava sua cabeça no meu colo nu, inspirando e expirando. Eu me escondia embaixo das camas e me trancava no banheiro para evitar os encontros mas ele sempre me achava. Estas coisas aconteciam frequentemente, rotineiramente e tão habilmente escondidas de uma mãe que teria me protegido se soubesse o que eu achava ser normal. Eu achava que essa era a maneira que pais mostravam carinho às suas filhas. Mas o que acontecia comigo no sótão parecia diferente. Eu não conseguia mais guardar o segredo.
Quando perguntei à minha mãe se o pai dela fazia com ela o que Woody Allen fazia comigo, eu honestamente não sabia a resposta. Também não sabia da tempestade que a perguntaria provocaria. Não imaginava que meu pai usaria sua relação sexual com min ha irmã para cobrir o abuso que ele praticou contra mim. Não sabia que ele acusaria minha mãe de plantar o abuso na minha mente e a chamar de mentirosa por me defender. Não sabia que eu teria que recontar a história muita vezes, médico após médico, na tentativa de que eu admitisse que mentia em prol de uma briga judicial a qual eu não entendia. Em certo momento, minha mãe sentou-se comigo e me disse que eu não teria problema se eu estivesse mentindo - que eu poderia retirar tudo o que eu havia dito. Eu não podia. Era tudo verdade. Acusações de assédio sexual contra os poderosos enfraquecem-se muito facilmente. Especialistas estavam dipostos a atacar minha credibilidade. Médicos queriam disfarçar a criança a abusada.
Depois que os juízes negaram ao meu pai o direito de visitar os filhos, minha mãe desistiu de continuar o processo criminal, apesar das conclusões do Estado de Connecticut - por conta do que foi definido pelo promotor como fragilidade da "vítima infantil". Woody Allen nunca foi condenado por nenhum crime. O fato de ele ter escapado das acusações me assombrou enquanto amadurecia. Fui vítima de sentimentos de culpa de que eu havia permitido a proximidade dele com outras crianças. Eu fiquei aterrorizada de ser tocada por outros homens. Desenvolvi um transtorno alimentar. Comecei a me cortar. E o tormento foi agravado por Hollywood. Muitos (dos meus heróis) fizeram vista grossa. Muitos acharam mais fácil aceitar a ambiguidade dos fatos argumentando que "ninguém pode dizer o que aconteceu" e fingir que nada esteve errado. Atores o idolatram em festas de premiações. Críticos o colocam em revistas. Cada vez que vejo o rosto do meu algoz - num poster, numa camiseta, na TV - eu só conseguia esconder meu pânico até encontrar um lugar para ficar sozinha e desmoronar.
Na semana passada, Woody Allen foi indicado para o mais recente Oscar. Desta vez, me recuso a desmoronar. Por muito tempo, a aceitação de Woody Allen me silenciou. Era uma reprovação pessoal, como se os prêmios fossem uma maneira de me mandar calar a boca e ir embora. Mas os sobreviventes de abuso sexual que chegaram até mim - para me apoiar e dividir os medos de seguir em frente, de serem chamados de mentirosos, da sensação de ouvir de outros que as lembranças não são lembranças - me deram motivação para não ficar calada, para que outros saibam que não devem ficar calados também.
Hoje me considero uma pessoa de sorte. Sou casada, feliz, tenho o apoio dos meus irmãos e irmãs. Tenho uma mãe que encontrou dentro de si mesma uma fonte de força que nos salvou do caos que um predador trouxe ao nosso lar.
Mas outros ainda estão assustados, vulneráveis e ainda lutando com coragem de contar a verdade. A mensagem que Hollywood manda é importante para eles.
E se fosse com a sua filha, Cate Blanchett? Louis CK? Alec Baldwin? E se fosse com você, Emma Stone? Ou você, Scarlett Johansson? Você me conheceu quando criança, Diane Keaton. Você esqueceu de mim?
Woody Allen é um testemunho vivo da maneira como a nossa sociedade fracassa em defender sobreviventes de assédio e abuso sexuais.
Então, imagine sua filha de sete anos sendo levada até um sótão por Woody Allen. Imagine se ela passa uma vida inteira sendo atingida por náusea diante da menção dele. Imagine um mundo que celebra o seu torturador?
Imaginou? Agora, diga: qual o seu filme favorito de Woody Allen?"


Fonte: http://m.zerohora.com.br/287/entretenimento/4407422/leia-a-integra-da-carta-em-que-dylan-farrow-acusa-woody-allen-de-agressao-sexual



sexta-feira, 27 de maio de 2016

Pedófilos e a teoria de alienação parental:a ferramenta perfeita para revitimizar

Compreendam: abusadores, agressores, omissos, inaptos de modo geral não admitem que o são. O "benefício da dúvida" a essas pessoas pode custar a vida ou o equilíbrio psíquico de crianças.


A vítima conseguiu filmar, ele foi preso e ainda tentou negar...imagine nas redes sociais, onde "TODOS" sofreram falsas denúncias, hein?


https://m.youtube.com/watch?v=evcp5xqyZ6c




E esse caso ocorre em Portugal:






http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/portugal/detalhe/alienacao_parental_no_caso_de_pai_com_guarda_da_filha.html

quarta-feira, 18 de maio de 2016




DIA 18 DE MAIO – DIA DE COMBATE AO ABUSO SEXUAL NA INFÂNCIA


Hoje é dia de criar consciência e de sermos solidários com as vítimas e sobreviventes de abuso sexual na infância.

Gostaria de convidar aos interessados a assistir ao vídeo que aborda sobre pontos importantes a serem observados sobre a lida com este tipo de crime.

Dificilmente as crianças conseguem parar os abusos sozinhas.

Por isso, precisamos ter consciência de que está em nossas maos ajudar a criar o mundo em que gostariamos de viver.

A colaboração de sobreviventes adultas nas denúncias de seus abusadores do passado pode salvar muitas vítimas no presente.

Este vídeo é uma homenagem a todas as sobreviventes que ajudaram ou ajudam a libertar outras vítimas.

Obrigada, em nome das vítimas e sobreviventes de abuso sexual na infância.

“R-Evolução Anti Pedofilicos”

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Petição: "a segurança das crianças e o bem-estar estão em jogo. É hora de tornar criminoso o uso desta desacreditada teoria chamada "teoria de alienação parental" inventada por Richard Gardner, e usada globalmente para se engajar no encobrimento de abuso, enquanto tem o auxílio e a cumplicidade de abusadores." (Jennifer Allen):

https://www.causes.com/actions/1748911-nationally-bar-ban-parental-alienation

https://www.causes.com/campaigns/98811-rescue-children-placed-in-abusers-homes

https://www.causes.com/campaigns/56200-internationally-ban-parental-alienation-theory-and-therapies



terça-feira, 3 de maio de 2016



Memórias & Sobreviventes do Abuso Sexual Crônico

"Quase sempre, eles negam ou minimizam as memória abusivas. Eles necessitam: é muito doloroso acreditar que seus parentes fariam tais coisas. Então, eles fragmentam as memórias em centenas de cacos, deixando só os traços aceitáveis nas mentes conscientes.

Racionalizações como"minha infância foi dura", "ele só fez isso em mim uma ou duas vezes", e "não foi tão ruim assim" são comuns, mascarando o fato de que o abuso foi devastador e crônico.

Mas enquanto o conhecimento, as sensações corporais, e os sentimentos estiverem destruídos, eles não são esquecidos. Eles invadem de maneiras não esperadas: através de ataques de pânico e insônia, através de sonhos e obras de arte, através de aparentemente inexplicáveis compulsões, e através de um sombrio temor do parente abusivo.

Eles vivem simplesmente do outro lado da consciência, como vizinhos barulhentos que batem nas paredes, e, ocasionalmente, surgem à porta."

-David L. Calof, terapeuta.